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O que fazer com as cinzas resultantes de cremação?

Categoria Cremação

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Embora seja Inevitável para todos nós, a morte em nossa cultura, continua sendo um grande tabu.

Ainda que o brasileiro seja um povo de fé e tradição que cultua e comemora seus ritos de passagens, a morte não se enquadra nesses ritos.
Estamos acostumados a planejar nascimentos, casamentos e todos os demais importantes acontecimentos que marcam nossa trajetória pelo planeta. Mas quando o assunto é morte, a coisa muda de figura e o normal é “abandonarmos essa conversa porque não damos conta disso”. E isso é compreensível. Somos sujeitos movidos por sonhos, em busca de realizações constantes e perdas não fazem parte deste repertório.
Mas, infelizmente, e contra todas as nossas vontades, em algum momento, vamos nos deparar pessoalmente com a morte ou vivenciar a dolorosa perda de um ente querido. E nesses momentos de angustia e dor, a morte ainda nos traz responsabilidades e impõem decisões para as quais, na maioria das vezes, não estamos preparados e nem tão pouco planejamos algo nesse sentido.

Diante da morte, o que fazer? Sepultamento? Cremação? Velório, rituais de despedida? Como prestar uma homenagem?

Com o propósito de tornar esse momento mais leve e menos traumático, as famílias têm optado, cada vez mais, pela cremação, o que em tese, poderia simplificar muitas dessas decisões. Mas, não é tão simples assim. Depois da cremação, em posse das cinzas, surge outra questão para as famílias: o que fazer com elas? Afinal são os restos mortais de uma pessoa que foi importante na história de muitos.

Estamos acostumados a assistir em cenas de filmes, as cinzas sendo dispersas em ambientes especiais, na maioria das vezes remotos e de difícil acesso, como: montanhas, alto mar, florestas e isso ganha adeptos na vida real. Porém, essas formas de destinar as cinzas podem gerar outros conflitos. Pessoas que optaram por essas formas de dispersão relatam o sentimento de frustação e vazio, como se alguma coisa estivesse faltando. Nos relatos as pessoas citam, ainda, a falta de um lugar de referencia para reverenciar seus mortos.

Hoje existem possibilidades diversas de destinação de cinzas como: guardar em urnas em columbários, enterrar as cinzas nos cemitérios ou dispersar em jardins particulares. Existem, também, algumas possibilidades questionáveis como eternizá-las em objetos (diamantes, quadros…) e ainda, outras formas de dispersão em ambientes públicos o que pode caracterizar práticas ilegais.

O BioParque apresenta uma possibilidade ética, legal, social e ecológica de destinação das cinzas de cremação. As cinzas, acomodadas em urnas biodegradáveis previamente preparadas, serão incorporadas ao ciclo de vida de uma árvore. Posteriormente essa urna é transferida para um parque ecológico onde a árvore se desenvolverá se transformando em um marco memorial literal e simbólico.

O BioParque, em meio a natureza, símbolo de vida e renovação, foi cuidadosamente preparado para acolher as pessoas e dar a elas a possibilidade de reverenciar e homenagear seus entes queridos, resgatando suas memórias e eternizando suas histórias.

MT

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