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DOAR ORGÃOS – UM ATO DE GRANDE ALTRUÍSMO

Categoria Doação de Órgãos Setembro Verde

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Altruísmo: tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro e que, não obstante sua atuação espontânea, deve ser aprimorada pela educação positivista, evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais, o egoísmo.

(Auguste Comte1798-1857)

Com certeza, doar órgãos é um ato de amor e de solidariedade. Um transplante bem-sucedido salva uma vida e impacta positivamente a saúde física e mental dos familiares e de todos os envolvidos. Um doador pode salvar mais de uma pessoa, ajudar a si mesmo e a muitas outras pessoas.

“É um ato de amor e gratidão. A gente conseguiu doar córneas, fígado e rins. O mais importante é tentar fazer o bem a quem precisa muito para poder sobreviver. A gente vê o que as pessoas passam, todo o sofrimento. O fato de você poder ajudar, salvar e dar continuidade à vida é tudo. No momento mais difícil da minha vida, eu disse sim à doação de órgãos.”

Depoimento de uma mãe doadora para a campanha “A Vida Continua” / Ministério da Saúde. Fonte: Agência Senado

O Papa Francisco já evidenciou a grandeza desta ação, declarando ser um gesto de fraternidade e solidariedade humana. Segundo o papa, “a doação de órgãos responde a uma necessidade social porque, não obstante a evolução de muitos tratamentos médicos, a necessidade de órgãos ainda é grande”.

No Brasil, assim como acontece também com cremação, só a família pode autorizar a doação de órgãos. Por esse motivo, conversar com os familiares e deixar claro as escolhas é sempre muito importante. Isto facilita as tomadas de decisões em momentos de grande fragilidade.

É fato que, muitas vezes, a doação de órgãos deixa de acontecer por falta de informações, e muitos não sabem como proceder.

Com o objetivo de informar a importância e de esclarecer à população sobre a doação de órgãos, várias instituições têm promovido campanhas. Dentre elas, a campanha “Setembro Verde”, de grande relevância social e científica, proposta pelo Ministério da Saúde em 2014. Embora a campanha venha apresentando resultados positivos, existem ainda mais de 45 mil pessoas aguardando na fila do transplante. “Setembro Verde” realiza ações de conscientização sobre o tema ao longo do mês, culminando no dia 27, quando se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos no Brasil.

Apesar do crescimento no número de doações da última década, a pandemia de coronavírus impôs uma dura realidade para os pacientes dependentes de doação. De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes, a taxa de doadores efetivos caiu 6,5% no primeiro semestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019. Quando se confrontam os números de doadores no primeiro e no segundo trimestres de 2020, a queda é ainda mais expressiva: 26,1%. E essa queda veio se refletindo ao longo da pandemia gerando um cenário muito preocupante.

Se você ainda não pensou sobre a possibilidade de ser um doador, convidamos você a fazer esta reflexão. Se você já pensou nessa possibilidade, disponibilizamos, a seguir, mais informações para você.

Como se tornar um doador em vida?

Para ser doador é preciso ter mais de 18, nos apresentar condições de saúde adequadas e passar por avaliação e exames médicos. Se você quer ser um doador em vida, basta fazer seu cadastro e download do cartão de doador no site da Aliança Brasileira pela doação de Órgãos e Tecidos (Adote), acessando o link: http://www.adote.org.br/.

Que órgãos ou tecidos podem ser doados em vida?

Um dos rins; medula óssea (feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue); parte do fígado, e, em casos excepcionais, parte do pulmão.

O que é preciso fazer para se tornar um doador depois de falecido?

É preciso informar a família sobre o desejo de se tornar um doador. Não é necessário deixar a vontade documentada. Basta a autorização da família.

Todos os falecidos são potenciais doadores?

Não. Doadores falecidos são pacientes diagnosticados em morte encefálica, normalmente em decorrência de traumas e/ou doenças neurológicas graves. Há casos em que o falecimento decorre de parada cardiorrespiratória. Assim, confirmada a morte e, havendo autorização familiar, é realizada a doação.

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